terça-feira, 18 de maio de 2010

Auschwitz-Birkenau - Polônia

Polônia, Cracóvia.

Visitamos este Museu (hoje é um museu) de Auschwitz em Março de 2009, foi muito triste andar pelos trilhos onde inocentes chegavam na esperança de uma vida melhor, trazendo a família e tudo que tinham de valor. É impressonante ver as malas, os brinquedos, os sapatos e até os cabelos...tudo dentro de salas com paredes de vidro para os visitantes olharem. São montanhas destes objetos, deixando bem claro que a quantidade de gente que por ali se perdeu foi imensa. Vale a pena visitar, mas reserve uma semana para se recuperar do você vai ver e ouvir.



Auschwitz-Birkenau é o nome de um grupo de campos de concentração localizados no sul da Polônia, símbolos do Holocausto perpetrado pelo nazismo. A partir de 1940 o governo alemão comandado por Adolf Hitler construiu vários campos de concentração e um campo de extermínio nesta área, então na Polônia ocupada. Houve três campos principais e trinta e nove campos auxiliares.


Os campos localizavam-se no território dos municípios de Auschwitz e Birkenau, versões em língua alemã para os nomes polacos de Oświęcim e Brzezinka, respectivamente. Esta área dista cerca de sessenta quilômetros da cidade de Cracóvia, capital da região da Pequena Polônia.


Os três campos principais eram:
  • Auschwitz I - Campo de concentração original que servia de centro administrativo para todo o complexo. Neste campo morreram perto de 70.000 intelectuais polacos e prisioneiros de guerra soviéticos.
  • Auschwitz II (Birkenau) - Era um campo de extermínio onde morreram aproximadamente um milhão de judeus e perto de 19.000 ciganos.
  • Auschwitz III (Monowitz) - Foi utilizado como campo de trabalho escravo para a empresa IG Farben.
O número total de mortes produzidas em Auschwitz-Birkenau está ainda em debate, mas se estima que entre um milhão e um milhão e meio de pessoas morreram ali.

Como todos os outros campos de concentração, os campos de Auschwitz eram dirigidos pela SS comandada por Heinrich Himmler. Os comandantes do campo foram Rudolf Höss até o verão de 1943, seguiu-lhe Artur Leibehenschel e Richard Baer. Hoess deu uma descrição detalhada do funcionamento do campo durante seu interrogatório ao final da Segunda Guerra Mundial, detalhe que complementou em sua autobiografia. Ele foi executado em 1947 em frente da entrada do forno crematório de Auschwitz I.

Durante os anos de operação do campo, perto de 700 prisioneiros tentaram escapar do campo, dos quais 300 tiveram êxito. A pena aplicada por tentativa de fuga era geralmente a morte por inanição. Geralmente, as famílias dos fugitivos eram presas e "internadas" em Auschwitz para serem exibidas como advertência a outros prisioneiros.

Mulheres em Auschwitz

 As primeiras prisioneiras assim como as primeiras vigilantes chegaram ao campo em março de 1942, transladadas do campo de Ravensbrück na Alemanha. O campo feminino foi mudado para Auschwitz-Birkenau em outubro de 1942, e Maria Mendel foi nomeada chefe de vigilância. Perto de um total de 1.000 homens e 200 mulheres da SS serviram como supervisores de vigilância em todo o complexo de Auschwitz.




Evacuação e liberação

 As câmaras de gás do Birkenau foram destruídas pelos nazis em novembro de 1944 com a intenção de esconder as atividades do campo das tropas soviéticas. Em 17 de janeiro de 1945 os nazistas iniciaram uma evacuação do campo. A maioria dos prisioneiros deveria partir para o oeste. Aqueles muito fracos para caminhar foram deixados para trás. Perto de 7.500 prisioneiros (ou 3.000 segundo outras fontes), pesando entre 23 e 35Kg, foram liberados pelo Exército Vermelho em 27 de janeiro de 1945.


"Negacionismo"

 Após o fim da Segunda Guerra Mundial houve intentos de negar o propósito dos campos de extermínio ou sua magnitude. Afirmou-se que seria impossível queimar um tal número de corpos ou que as instalações, que podem ser visitadas na atualidade, foram reconstruídas depois da guerra para que estivessem em concordância com o que se contou sobre Auschwitz ao final da guerra.

Fonte: Wikipedia

4 comentários:

  1. Estive na Alemanha, mas não tive coragem de visitar os campos de concentração. Já li muito a respeito e sei que ficaria impressionada.
    Bjkas e boa noite!

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  2. Poliana,

    Fiquei emocionada com seu post. Não conheço a Europa, mas também nunca tive vontade em conhecer os campos de concentração. O que de fato me emocionou foi você ter mencionado, não só os inúmeros judeus que foram dizimados, mas também os ciganos, informação que ainda não existe em muitos livros didáticos usados no Brasil. É válido lembrar que aos judeus e ciganos, juntam-se uma série de minorias perseguidas pelo nazismo.
    A recuperação deste espaço e sua transformação em museu deixa claro o intuito de não apagar a tragédia ocorrida.
    Beijos

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  3. Betty: com certeza vc ficaria impressionada.

    Cintia: até hoje sinto preconceito com os ciganos aqui na Europa.

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  4. Estou seguindo vc...
    Bjkas e um bom dia para vc.

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